segunda-feira, 1 de julho de 2013

Falta somente uma autorização.

Pessoal estava um pouco sumida porque não estava conseguindo entrar no Blog mais consegui arrumar AMEM.

Bom falta somente uma autorização para que eu possa marcar a tão esperada  cirurgia estou sofrendo muito com essa espera fico muito ansiosa que tristeza meu Deus que demora.
O cardiologista,endocrinologista,pneumologista já me deram a autorização mais fico tao ansiosa com essa espera que fico triste tudo me faz chorar que raiva.
Os meus exames somente dois deu com alguma alteração que foi o de VITAMINA D que estou tomando o remedio DE PURA, e a ENDOSCOPIA DIGESTIVA que apresentou uma bactéria no estomago que é  H. pylori  tomei o remédio OMEPRAMIX e foi super caro mais estou Ótima somente ansiosa.

Vitamina D Pura De PURA - Depura: Medicamento para tratar a carência de vitamina D .

Fabritante: Sanofi Aventis;  De Pura.
Apresentação: franco com 10 ml e 20 ml

Concentração 220 unidades internacionais por gota.


Bula Indicações: 
Suplementação vitamínica ( na verdade é uma reposição hormonal visto que a vitamina D é um hormônio - leia mais aqui) nos casos de hipo vitaminose D e auxilio no tratamento da Osteoporose para facilitar a absorção do Cálcio no Intestino a mineralização dos osteoblastos. A absorção do cálcio no intestino é dependente de vitamina D. Sem Vitamina D o cálcio não é absorvido, e sem vitamina d não ocorre a mineralização dos osteoblastos levando a osteomalácia )

Dosagem: a dosagem deve ser determinada pelo seu médico. A bula sugere 1 gota ao dia. Essa dose em geral é usado somente para recém natos.  o tratamento em adultos é feito a partir de 5 gotas dia.
A dose deve ser individualizada paciente a paciente.
Podem ser usadas doses de ataque de 30 gotas dia por 30 a 60 dias com controle sanguíneo mensal da vitamina d (25OH). Outra esquemas de tratamento com doses maiores uma vez por semana, também são relatados.
As doses de manutenção em adultos podem ser grosseiramente calculadas como 1 a 2 gotas para cada 10 kg de peso, exemplo um paciente com 70kg consegue uma manutenção em geral com 7 a 14 gotas.
Esse medicamento deve ser prescrito somente pelo médico pois pois o uso excessivo pode levar a hipervitaminose D, O sol em Latitudes menores de 30 graus produz vitamina d na pele o ano todo, as pessoas com boa exposição ao Sol em geral não precisam de reposição de Vitamina D.

O tempo total de reposição varia de acordo com a deficiência em geral de 2 a 4 meses conseguimos melhorar os níveis de vitamina D e passamos para doses de manutenção  Em geral fazemos uma dosagem inicial e repetimos essa dosagem quando imaginamos que conseguimos melhorar a quantidade de Vitamina D 25 OH no sangue.

Como tomar a vitamina D ?
Você pode ingerir a Vitamina DEPURA dissolvida em água , sucos, misturada nas frutas ou na comida, O uso junto com leite pode é uma boa ideia. Em crianças menores podemos pingar diretamente na língua. Eu particularmente gosto do sabor da DEPURA, coloco as gotas numa colher de chá e bebo sem diluição, caso prefira misturar com alimentos não tem problema.

Vitamina D Osteoporose e Doença Cardiovarcular

Vitamina D e Sol
A vitamina D é um hormônio produzido no pele a partir do colesterol quando a pele é exposta aos raios solares. Portanto o Sol é fundamental para o organismo produzir vitamina D.

A quantidade de vitamina D ingerida através dos alimentos é suficiente para as necessidades do organismo?
Não, se o paciente não pegar sol diariamente ele irá desenvolver carência de vitamina D.

A Vitamina D é uma vitamina ou um hormônio?
Uma "vitamina" por definição é uma substância reguladora requerida pelo organismo em pequenas porções porém o organismo não pode produzi-la.
Tecnicamente a vitamina D é um hormônio esteroide e pode ser produzido pelo organismo através da exposição ao sol.
A vitamina D continua a ser oficialmente classificada como vitamina por razões nutricionais e de saúde pública.

Vitamina D e Equilíbrio.
A vitamina D é um hormônio que participa da função de várias células, inclusive do sistema nervoso central. A carência de vitamina D está relacionado ao equilíbrio e a carência de vitamina D está relacionada ao aumento do número de quedas em pacientes idosos.

Vitamina D e Câncer 
A vitamina D induz a diferenciação e inibe a proliferação de várias células no organismo. A vitamina d em altas doses pode inibir a proliferação de células cancerosas porém ainda não conseguimos usar essa propriedade na prática clínica pois as concentrações requeridas para produzir esse efeito levam a hipercalcemia  ( aumento da concentração sanguina de cálcio) que é prejudicial ao organismo.

Vitamina D e capacidade cognitiva
A vitamina D é um hormônio esteroide que ativa e modula várias células cerebrais, estudos recentes demonstraram que pacientes com deficiência de vitamina D tem diminuição da capacidade cognitiva e essa deficiência se acentua a medida que os níveis de vitamina D diminuem no sangue.

Como é o Metabolismo da Vitamina D?
Inicialmente ocorre uma Foto conversão na pele. O Colesterol mais especificamente a 7-dehidro colesterol se transforma em vitamina D3 ou nos casos onde o paciente não se expõe ao sol o paciente pode receber suplementação de vitamina D oralmente.
Após a pele a vitamina D3 vai para o Fígado e sobre uma hidroxilação: Vitamina D3 → 25(OH)D3, e esse é a principal fração circulante
Após o fígado a vitamina D segue para o rim e sofre uma segunda hidroxilação Rim: 25(OH)D3 → 1a,25(OH)2D3 que é a vitamina ativa.
A vitamina D e estão Transportada (1,25(OH)2D3) aos órgãos alvo.
Na célula ocorre a Ligação da 1,25(OH)2D3 ao receptor nuclear (chamado de RVD) do órgão alvo e ocorre a produção da resposta biológica.

Vitamina D e osteoporose.
A vitamina D é essencial para tratamento e para a prevenção da Osteoporose.

Vitamina D e Cálcio
A vitamina D faz parte integrante do metabolismo do cálcio, pois controla a absorção de cálcio no intestino, sem vitamina D o organismo não absorve o cálcio ingerido. Mesmo tomando suplementos de cálcio sem vitamina D não absorveremos esse cálcio.

Deficiência de Vitamina D na Infância.
A deficiência de vitamina D na infância leva ao raquitismo, doença causada pela deficiência na mineralização óssea que leva o esqueleto a ficar com os ossos curvos. A criança fica com as pernas arqueadas.

Quais as funções da vitamina D?
No Intestino ativa receptores que controlam a absorção do cálcio.
Na pele regula a Produção de mais vitamina D.
Regulam várias outros receptores nucleares no organismo.

Como ocorre a produção de vitamina D na pele?
A produção de vitamina D na pele ocorre principalmente nas camadas espinhosa e basal, sendo maior com 295-297 nm. Índice UV maior 3 (no Brasil esse indice é maior que 4-9 o ano todo) Nos países de clima temperado ela ocorre na primavera e verão porém nunca atinge esses índices nos pólos.

Indivíduos de pele escura precisam de mais vitamina D?
Sim, Indivíduos melanodérmicos necessitam de mais tempo expostos ao sol para produzir a mesma quantidade de vitamina D que indivíduos de pele clara.

Onde ocorre a Deficiência de vitamina D?
Altamente prevalente nos Estados Unidos e Europa
Poucos dados sobre o Brasil - Em Teoria baixa incidência devido a possibilidade de exposição ao Sol. Estamos observando um aumento da incidência com o envelhecimento, 1/3 da população de meia idade e idosos nos USA tem deficiência de vitamina D.

Quais as causas de deficiência de vitamina D em pacientes mais idosos?
Varias são as causas podemos destacar: a dificuldade de locomoção, comorbidades, diminuição de exposição ao Sol, uso de roupas cobrindo todo o corpo, protetores solares e chapéu.

Qual a Dosagem sanguínea Normal de vitamina D?
A dosagem normal varia entre 30-100 ng/ml

Qual o papel da genética e da idade na absorção do Cálcio mediado pela vitamina D?
Dawson-Hughes B, et al: Calcium absorption on high and low calcium intakes in relation to vitamin D receptor genotype. J Clin Endocrinol Metab, 1995.
Receptores nucleares da Vitamina D (RVD) tem polimorfismo de resposta com indivíduos “bb” tendo > densidade mineral óssea que “BB”. ( isso ocorre devido a Ação nos receptores das células intestinais levando a uma menor absorção de calcio) ou seja individuos bb tem receptores nucleares mais sensíveis a vitamina D e portando respondem melhor, melhorando a absorção de cálcio e prevenindo a osteoporose.

A idade influencia na vitamina D?
A concentração do RVD intestinais diminui com a idade, podendo ser uma causa da resistência a 1,25(OH) D3 no idoso, com consequente diminuição da absorção de cálcio nesse grupo etário.
Ou seja a medida que envelhecemos temos menos receptores portanto precisamos de mais vitamina D para obter as mesmas respostas anteriores.
Referencia Wémeau JL: Calciotropic hormones and ageing. Horm Res 1995.

A Fotoproteção com o uso de cremes e diminuição do áreas expostas ao Sol diminuem a concentração de vitamina D no Sangue?
Ferreira, AMO e colaboradores realizaram um trabalho de Correlação entre fotoproteção e concentração de 25 hidroxi-vitamina D e paratormônio entre médicos de São Paulo 
An. Bras. Dermatol, 2007.
Foram avaliados 50 voluntários: na maioria Médicos 35 a 60 anos na cidade de São Paulo.
Foram criados 2 grupos:
Grupo 1: fotoprotegidos: chapéu camiseta, sombra e filtro solar FPS 30 após 6 meses concentração sanguinea de vitamina D=29,2 ng/ml
Grupo 2 sem fotoproteção após 6 meses concentração sanguínea de vitamina D=35,4 ng/ml
Conclusão se diminuirmos muito as áreas expostas ao sol e usamos continuamente fotoprotetor podemos ficar com deficiência de vitamina D

Qual a relação entre Vitamina D e Sistema Cardiovascular?
Um corpo de evidências cada vez maior sugere que a deficiência de vitamina D pode afetar adversamente o sistema cardiovascular .Existe uma Associação entre Níveis de Vitamina D e:
  • Níveis de atividade da renina plasmática,
  • Pressão arterial,
  • Calcificação das artérias coronárias e
  • Prevalência de doenças cardíacas

Quais as Evidências entre Deficiência de Vitamina D e Doença Cardiovascular?
  • Estudos ecológicos tem demonstrado um aumento nas doenças coronarianas e da hipertensão com o aumento da distância da linha do equador,
  • Esse fenômeno que tem sido atribuído a alta prevalência de deficiência de vitamina D em regiões com menor exposição solar
Qual a relação entre a vitamina D e a hipertensão arterial?
Em ratos a não ativação dos receptores da vitamina D leva a aumento da regulação do sistema renina angiotensina com o desenvolvimento de hipertensão e hipertrofia do ventrículo esquerdo.

Qual a relação entre a Vitamina D e Proliferação de Cardio miócitos e musculatura lisa dos vasos?
In vitro ( pesquisa feita em laboratório): 1,25 dihidroxivitamina D suprime a expressão do gene da renina, regula o crescimento e a proliferação das células da musculatura lisa dos vasos e dos cardiomiócitos ( células musculares do coração)

Qual a relação entre vitamina D, glicemia e a hipertensão?
Nesse trabalho foram avaliados 381 estudantes  universitários (201 Homens  e 180 Mulheres com idade media 24 anos)
Vitamina  D foi inversamente relacionado a massa corporal, a pressão sistólica e a circunferência abdominal
Nos modelos de analise com regressão multivariada, após ajuste para sexo e índice de massa corporal a 25 OH D foi um preditor da glicose plasmática rápida e da pressão sistólica na população em geral.
Conclusões: Parece que indivíduos com baixa vitamina D são mais gordos, tem pressão sanguina mais alta e tem aumento da circunferência abdominal.

Qual a relação entre a Insuficiência Cardíaca Congestiva e a Osteoporose?
Observaram uma Associação direta entre a insuficiência cardíaca e diminuição da massa óssea.
A insuficiência cardíaca associada a osteoporose aumenta ainda mais o risco de fraturas nesse grupo.
Conclusão: estratégias para otimizar o tratamento da insuficiência cardíaca e melhorar os níveis de vitamina d  e da atividade físicas são críticos nesses pacientes

Qual a relação entre a Vitamina D e os Eventos Cardiológicos?
O estudo Avaliou a concentração de 25 OH no sangue em 1739 descendentes do estudo Framinghan
Idade média de 59 anos, 55% Mulheres, 45% Homens, Todos Brancos
Foi considerado Normal para o metabolismo ósseo a concentração de 25-OH D maior que 30 ng/ml
Considerou os seguintes níveis de deficiência:  
  • Deficiência 25-OH D menor que 15 ng/ml ( 28% casos )
  • Deficiência severa 25-OH D menor que 10 ng/ml ( 9% casos )
  • Grupo Controle 25-OH D maior 15 ng/ml
Durante acompanhamento médio de 5,4 anos 120 indivíduos apresentaram um evento cardiovascular
Nos Pacientes com 25-OH D < 15 ng/ml a Taxa de risco de relativo foi 1.62 (IC95% 1.11 a 2.36 p=0,01) quando comparada aos pacientes 25-OH >15 ng/ml
Esse efeito foi evidente somente nos pacientes com hipertensão, taxa de risco de 2,13 contra 1.04 nos pacientes não hipertensos.
Taxa de risco de 1.53 níveis de 10 a 15 ng/mL (IC95% 1.00 a 2.36) (P =0.01).Taxa de risco de 1.80 níveis « 10 ng/mL (IC95% 1.05 a 3.08) (P =0.01).
Ajustes posteriores em relação ao PCR atividade física ou uso de vitamina D não afetaram os resultados.
Conclusão: Há um aumento do risco de evento cardiovascular com a diminuição da concentração de 25(OH)D. ( em níveis mais acentuados )
A deficiência de Vitamina D está associada a incidentes cardiovasculares, porém, estudos clínicos e experimentais devem ser realizados para determinar se a correção dos níveis circulantes de vitamina D pode contribuir na prevenção de doença cardiovascular.

Qual a relação entre Vitamina D e dores Musculares ?
Avaliaram 139 pacientes , 95% mulheres, Media de Idade  = 40 anos - em DUBAI
  • 50% árabes dos paciente ( e dessas 92% usavam a burca. )
  • 31% indianas ( 11% usavam burca )
  • 16% brancos ocidentais
  • 3% orientais
74% desses pacientes apresentavam vitamina D menor que 20 ng/ml mesmo estando num Pais com muito Sol
Dos pacientes que apresentaram deficiência de vitamina 86% das árabes e somente 8% dos brancos ocidentais apresentaram deficiência de vitamina D que foi atribuída ao uso da Burca ( tipo de vestimenta que cobre todo o corpo)

Conclusão: Nesse trabalho 90% das pacientes com vitamina D menor que 20 ng/ml que receberam suplementação melhoraram das dores, sugerindo que a carência de vitamina D pode estar relacionada as dores crônicas.

Qual a Relação entre a Vitamina D Osteoporose e Osteomalacia ?
A Osteomalácia é a Carência de vitamina D no Osso que leva a Deficiência na mineralização da matriz óssea e provoca a Fragilidade Óssea, uma Diminuição da força e dores musculares, casos graves podem cursar com tetania.

Qual a relação entre Vitamina D - Força Muscular e equilíbrio?
Quando encontramos Concentração sérica de 25 OH menores que 30 ng/ml observamos:
  • Aumento da incidência de quedas nos pacientes
  • Ocorre uma diminuição da força muscular
  • Deterioração do equilíbrio e da coordenação motora.

Suplementação de Vitamina D e diminuicão da incidência de Quedas?
Foram pesquisados 124 participantes idade média de 89 anos, 5 grupos: avaliou a incidência de quedas em 5 meses após suplementação de vitamina D

Os autores observaram uma diminuição na incidência de quedas quando a suplementação foi maior ou igual a 800 unidades por dia

Gráfico com a Incidência  de quedas com em relação a dosagem de vitamina D tomada diariamente:
  • Placebo - 44%
  • 200 ui -    58%
  • 400ui -     60%
  • 600ui -     60%
  • 800ui -     28% ( menor incidência de quedas do grupo )
Parece que a diminuição da incidência de quedas ocorre somente com maiores valores de suplementação de vitamina D. pacientes que tomaram 800 unidades de vitamina D apresentaram somente 28% de quedas.

Qual a Dose diária recomendada de vitamina D de acordo com a idade?
CRIANÇAS Até 6 meses                                 300UI
CRIANÇAS Mais de 6 meses                          400UI
ADULTOS com mais de 24 anos                     200UI
Gestantes e lactantantes                                   400UI
Na ausência de exposição ao sol                    800UI
IDOSOS                                                            1000UI

Tabela de conversão de pg/ml para pmol/l e ng/ml para nmol/l para converter basta multiplicar pelo numero.

Vitamina D


    1,25-Dihydroxivitamina Dpg/mL2.6pmol/L
    25-Hydroxivitamina Dng/mL2.496nmol/L


Conclusão: O homem que não tomo sol caminha a passos rápidos para a morte.

sábado, 11 de maio de 2013

Essa semana mais correria exames e mais medicos.

Na terça-feira dia 08/05 dia de exame ecocardiograma e esteira fiquei super nervosa ate que minha pressão estava 15 x 11 super alta aff mais vamos aguardar o resultado.
Na quarta feira dia 09/05 marquei nutricionista Dra Deiva e adorei ela já me deu a autorização para cirurgia só falta 4 autorizações aff que demora já se foi um mês e nada garantido só a Dra Deiva.
Na quinta feira foi o dia da Pneumologista Dra Maria Luíza pediu alguns exames que vou fazer e já me dá a autorização se tudo der normal já me autoriza..
Na sexta feira dia 10/05 fui para colocar o holter e mrpa que droga mais sobrevivi a isso e no aguardo do resultado.

É O FIM ESSA ...


PARA AFASTAR GORDAS, ABERCROMBIE SE RECUSA A FAZER ROUPAS LARGAS

"ELE NÃO QUER QUE PESSOAS GORDAS COMPREM EM SUA LOJA. ELE QUER PESSOAS MAGRAS E BONITAS", CONTOU AUTOR DE LIVRO SOBRE ESTRATÉGIA DO CEO DA MARCA

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Abercrombie & Fitch (Foto: Getty Images)
Se você estiver acima do peso, você não é uma consumidora em potencial para a Abercrombie & Fitch. A empresa, para evitar que sua marca seja levada por mulheres gordas, nem sequer fabrica roupas nos tamanhos G e GG. A estratégia foi explicada no livro The New Rules of Retail (As Novas Regras do Varejo, em tradução livre) pelos autores Robin Lewis e Michael Dart.
A calça mais larga da Abercrombie tem tamanho 10, enquanto a concorrente H&M tem peças até o tamanho 16, e a American Eagle, até 18. Esta é uma atitude tomada por Mike Jeffries, CEO da empresa, para que a marca só seja usada por pessoas "bonitas".
"Ele não quer que pessoas gordas comprem em sua loja. Ele quer pessoas magras e bonitas. Ele não quer que seus principais consumidores vejam pessoas que não são tão bonitas quanto eles usando as roupas", explicou Lewis, autor do livro, ao Business Insider.
A posição da empresa já havia repercutido em 2006, quando o CEO deu uma entrevista ao site de notícias Salon. "Em toda escola há adolescentes que são legais e populares, e há aqueles que não são tão legais. Nós estamos atrás dos legais. Nós vamos atrás de todos os adolescentes atraentes com muita atitude e muitos amigos. Muitas pessoas não pertencem às nossas roupas, e elas nem podem pertencer. Nós somos excludentes? Absolutamente", afirmou o executivo, pouco incomodado em perder consumidores. Ele defende que as outras companhias, que possuem numerações maiores em suas araras, se complicam ao tentar atingir todo o tipo de consumidor. "Você se torna totalmente comum. Você não exclui ninguém, mas você também não empolga ninguém", disse.





terça-feira, 7 de maio de 2013

Síndrome de Dumping


É uma complicação comum após a cirurgia bariátrica e faz com que ocorra a passagem do conteúdo gástrico que está no estômago para o intestino de forma muito rápida.

Nesse caso, deve-se evitar principalmente o consumo de alimentos que sejam ricos em carboidratos e açúcar. A síndrome de dumping pode ser dividida nas formas precoce ou tardia e é o resultado das alterações feitas no procedimento de armazenar do estômago. Pode ser diagnosticada por meio dos sintomas que são apresentados pelos pacientes submetidos à cirurgia gástrica.

Pode causar sonolência, fraqueza, náuseas, cólicas intestinais, desmaios e diarreia, após a pessoa ter se alimentado. Entretanto, nem todos têm a mesma reação e os sintomas variam de um paciente para o outro. O tratamento dever ser feito com base em uma dieta alimentar e a criação do hábito de descansar após as refeições para atrasar o esvaziamento estomacal.

Dumping precoce

Ocorre por volta de 30 a 60 minutos após a refeição e pode ser decorrente do esvaziamento gástrico levando a desvios do líquido intravascular para a luz do intestino. Isso resulta em uma distensão muito rápida do intestino delgado, aumentando as contrações do intestino. Seus sintomas são diarreia, náuseas, cefaleia e rubor.

Dumping tardio

Pode ocorrer de 1 a 3 horas após as refeições e a oferta rápida de alimento para o intestino delgado causa uma alta concentração de carboidratos no intestino delgado proximal e na absorção da glicose. Os altos níveis de insulina causam uma hipoglicemia subsequente. Seus sintomas são tremores, dificuldades para se concentrar, redução da consciência, fome e perspiração.

Efeito Platô

É o nome dado quando o peso corporal do paciente se estabiliza devido a sua adaptação à restrição dos alimentos. Isso causa a sensação de não estar mais perdendo peso após um período. Porém, o paciente deve continuar realizando a dieta saudável, pois o corpo irá reiniciar o ciclo de emagrecimento. Além disso, as atividades físicas devem ser mantidas.

Gastrostomia ou Jejunostomia

É um tipo de procedimento para fixar uma sonda alimentar com a criação de um orifício no estômago ou próximo ao jejuno. Esse procedimento cria uma ligação do ambiente externo com o interno

Avaliação Nutricional


A adequada avaliação nutricional é fundamental para o sucesso da cirurgia. Segue abaixo informações a respeito da avaliação e dieta elabora pela Dra. Fárida.

PREPARO NUTRICIONAL PRÉ-OPERATÓRIO

Avaliação Nutricional
Suplementação Nutricional
Dieta de Desintoxicação

1. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL
O acompanhamento nutricional que se inicia no pré-operatório tem como objetivo a avaliação clínica, antropométrica, bioquímica e dietética do paciente, visando o preparo e liberação do paciente para a cirurgia, quando o mesmo se apresenta apto para o procedimento. Neste momento que antecede a cirurgia o Nutricionista tem como finalidade abordar princípios básicos da Nutrição, ensinar comportamentos magros, iniciar a intervenção nutricional sugerindo mudanças alimentares imediatas que promovam implantação de hábitos saudáveis, como planejamento e fracionamento alimentar, exercício de mastigação correta, bem-estar, desintoxicação orgânica e perda de peso, ou seja, ajudar a criar um estilo de vida saudável que sustente o emagrecimento e as mudanças que a cirurgia vai causar.Entre algumas mudanças alimentares necessárias nesta fase então:

Fazer o café da manhã regularmente, de preferência em casa, pois possibilita as escolhas saudáveis;
Consumir leite de vaca e derivados magros (leite desnatado, iogurte desnatado ou light, queijos magros como ricota, minas light, cottage e requeijão light);
Excluir açúcar e se necessário utilizar adoçantes naturais à base de estévia ou sucralose;
Evitar ao máximo ingerir alimentos contendo farinhas brancas (pão francês e bolachas de todos os tipos), massas, macarrão instantâneo e produtos de padaria;
Usar pães integrais, rico em grãos e fibras;
Iniciar o fracionamento das refeições: consumir ao menos uma fruta no meio da manhã outra no meio da tarde (10h e 15h);
Optar por lanches da tarde com iogurtes, barra de cereal ou de frutas, frutas secas, castanhas, salada de frutas com aveia ou granola;
Substituir frituras, empanados, à milanesa (carnes, peixe, frango, batata, mandioca, bolinhos) por pratos cozidos, assados, ensopados ou grelhados;
Diminuir a quantidade de líquido que ingere com as refeições até chegar no máximo a 100 ml (meio copo) ou nada. Preferir água, limonada, suco de maracujá com adoçante natural; eliminar o hábito de sucos artificiais ou refrigerantes (mesmo light);
Evitar fazer “café da tarde” e consumir bolachas, mesmo salgadas, pois é um hábito ruim que engorda e atrapalha o emagrecimento;
Jantar mais cedo e comer igual ao almoço, é o mais saudável!
Reduzir o consumo de guloseimas, aprendendo a negociar e adiar as vontades alimentares. Escolher um dia da semana fixo para comer uma das guloseimas que teve vontade durante a semana faz parte do comportamento magro!
Mastigar corretamente (veja a seguir as dicas).

MASTIGAÇÃO CORRETA.

Ideal é demorar no mínimo 20 minutos para comer uma refeição equilibrada e corretamente quantificada.Não existe boa digestão e absorção de nutrientes sem uma mastigação adequada. É importante prestar atenção enquanto mastiga, sentir o alimento na boca, a temperatura, a textura, os sabores e todos os prazeres que ele pode oferecer somente enquanto está na boca.Veja abaixo os passos para o sucesso:

Utilizar prato de sobremesa e garfo de sobremesa ou prato e talheres de criança para se alimentar no almoço e jantar, a fim de visualizar uma menor porção de comida no prato e também reduzir a quantidade de alimento que se leva à boca;
Colocar pouco alimento na boca e descansar os talheres enquanto mastiga; Mastigar com atenção e só engolir o alimento completamente triturado;
Parar de comer no momento que estiver satisfeito e na próxima vez lembrar-se de colocar menos comida no prato;
Lembrar que o prazer mora na boca, depois de engolir não sentimos mais nada, por este motivo devemos prolongar este prazer ao máximo!!!
2. SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL

Na prática clínica é comum encontrarmos pacientes obesos desnutridos. A falta de nutrientes nos obesos está ligada a erros alimentares diários, consumo de alimentos com calorias vazias (fast foods, gorduras trans, alimentos industrializados), tentativas frustradas de emagrecer utilizando-se de dietas da moda ou de muito baixa caloria, utilização de medicações para emagrecer e presença de gastrite, úlceras e infecção por bactéria no estômago impedindo a absorção adequada de nutrientes. A gordura corporal também colabora para deficiência de vitamina D. A falta de Ferro, vitamina B12, Zinco e ácido fólico proporcionam risco à saúde, por isso o ideal é que a suplementação seja iniciada antes da cirurgia, visando:

Corrigir desequilíbrios nutricionais;
Evitar desnutrição precoce após cirurgia;
Estimular as defesas do organismo;
Ampliar reservas de nutrientes;
Melhorar o processo de cicatrização e recuperação da cirurgia;
Suprir carências geradas pelo estresse físico e mental no período que compreende o preparo para cirurgia.
No pós-operatório, o uso de vitaminas e minerais se inicia em média a partir do 15º dia. Nos 3 primeiros meses as doses são mais altas. A tendência é diminuir com o passar dos meses, e variar de acordo com os resultados dos exames de cada paciente. As reservas de nutrientes e necessidades são individuais, de acordo com sexo, idade, e o consumo de alimentar de proteínas (carnes, frango, peixes, ovos, laticínios), grupos de alimentos que fornece nutrientes importantes como Zinco, Ferro, Vitamina B12 e Cálcio são os que geralmente merecem suplementação extra.

A sequência no uso de vitaminas e minerais é para toda vida, mesmo que em doses baixas. Suplementos não produzem energia (calorias) e por isso não são capazes de gerar aumento de peso, fato que preocupa a maioria dos pacientes. Eles servem para proporcionar equilíbrio, vitalidade, evitar anemia, entre outras complicações.

É comum o paciente suspender por conta própria o uso do suplemento em algum momento da vida alegando bem estar e boa alimentação, entretanto, mesmo que o consumo alimentar seja satisfatório, o aparelho digestório após a cirurgia já não é mais capaz de absorver os nutrientes como anteriormente.

É importante seguir a orientação da Equipe quanto à escolha do Suplemento

3. DIETA DE DESINTOXICAÇÃO

É uma dieta líquido-pastosa, restrita, fracionada varias vezes ao dia que o paciente deve seguir por 24 horas antes da internação. Esta dieta comporta sopa de legumes liquidificada e não peneirada, sucos de frutas naturais não peneirados e hidratação (chás, água). Não são permitidos alimentos de origem animal e açúcar neste dia.

Esta dieta tem por objetivo não deixar resíduos no estômago e intestino, evitar fermentação excessiva e com isso garantir sucesso na cirurgia e bem-estar no pós-operatório. O seguimento desta dieta é obrigatório e faz parte do protocolo de cirurgia.

Para alguns pacientes é sugerido o seguimento de um Plano Desintoxicante (Detox) 7 a 15 dias antes da cirurgia. Não é obrigatório, mas colabora enormemente para o sucesso da cirurgia. Fígado e outros órgãos menos edemaciados facilitam a procedimento cirúrgico. Para pacientes com IMC maior que 40, portadores de doenças do aparelho digestório e com função hepática alterada é sugerido seguir a proposta Detox.

Na Detox são proibidos alimentos contendo farinha branca, açúcar, carne bovina, leite de vaca e derivados, café, bebida alcóolica, alimentos industrializados de forma geral. São liberadas todas as frutas, vegetais, cereais integrais, raízes, tubérculos, sementes durante o Detox.

A dieta estimula o consumo de alimentos que potencializam a desintoxicação do fígado como azeite de oliva extravirgem, castanha do Pará, vegetais Ricos em Clorofila e Enxofre, abacate, lima da pérsia, alho, gengibre entre outros.

DIETAS PÓS OPERATÓRIO

Pós-operatório imediato
Dieta Líquida
Dieta Pastosa
Dieta Livre
Seguimento Nutricional Pós operatório.

1. Pós-operatório imediato

Entre 24 e 48 horas após a operação já são introduzidos líquidos como água, água de coco, chás de ervas claras (camomila, hortelã, erva doce, funcho), suco de laranja-lima diluído em água em quantidade de 50ml. O paciente deverá ingerir em pequenos goles e progredir até sentir-se apto a tomar maiores quantidades.
A dieta do primeiro mês pós-operatório está dividida em 3 etapas e inicia-se ao chegar em casa após a alta hospitalar:

Etapa 1: Dieta Líquida 50ml (7 dias)

Etapa 2: Dieta Líquida 100ml (7 dias)

Etapa 3: Dieta pastosa (10-15 dias)

O ideal é que o paciente tenha disponibilidade de seguir este plano exclusivamente em casa, pois facilita o fracionamento e preparo das refeições. Porém caso seja necessário retornar ao trabalho ao término da dieta líquida, é possível fazer algumas adaptações individuais para que o mesmo não fuja da rotina alimentar logo no início do tratamento.

2. DIETA LÍQUIDA COMPLETA
Nos primeira quinzena, o paciente deve ingerir exclusivamente líquido. O uso de alimentos sólidos precocemente pode forçar os pontos que são dados no estômago, fazendo com que estes se rompam, aumentando o tamanho do reservatório gástrico, ou provocando vazamentos do estômago, predispondo complicações graves ou dificultando a perda de peso.

É uma dieta hipocalórica que fornece poucos resíduos e facilita a digestão. A função desta dieta é proporcionar repouso gástrico, cicatrização e hidratação, e por este motivo deve ser respeitada incondicionalmente, já que o seguimento do plano evita as complicações citadas anteriormente e desconforto gástrico e intestinal (náuseas, vômitos, dor, distensão abdominal e gases), proporcionando bem-estar e retorno precoce às atividades do dia-a-dia.

A primeira semana consiste na ingestão de 50ml e a segunda semana 100ml de líquidos por refeição. A evolução do 7º para o 8º dia, onde ocorre o aumento do volume deve ser muito cautelosa. O paciente deve tomar suas refeições vagarosamente e em pequenos goles,bebendo o suficiente para se sentir saciado.  Forçar a ingestão de toda a porção recomendada não é indicado caso o mesmo não se sinta confortável para isso. A evolução do consumo deve ser gradativa e natural. O respeito ao sinal de saciedade deve ser praticado já neste momento e prosseguir por toda vida.

A dieta líquida é chamada completa, pois contém uma quantidade razoável de nutrientes, devendo para isso ser bastante variada, natural e preparada artesanalmente. Não se recomenda a ingestão alimentos industrializados como sopas prontas, sopas infantis, caldos industrializados, gelatina e pudim mesmo light. Alimentos industrializados não tem valor nutricional, são ricos em sódio, compostos químicos que não agregam saúde.

Leite de vaca, mesmo desnatado, pode não ser uma boa opção imediatamente após a cirurgia, já que a lactose (açúcar do leite) pode causar fermentação e desconforto intestinal (gases, diarréia ou obstipação) e as proteínas do leite, por serem de origem animal são de difícil digestão, exigem da saúde do estômago neste momento.

As opções desta dieta, nas 2 semanas são as mesmas, suco de frutas, iogurte e bebida a base de soja light/zero açúcar, caldo de frango ou carne (caseiro) batido com legumes e peneirado,  complemento alimentar isento de açúcar com o objetivo de aumentar o aporte de proteínas, vitaminas e minerais da dieta, já que o polivitamínico é iniciado somente com a entrada da dieta pastosa. A dieta é isenta de açúcar e o paciente será rotineiramente estimulado a manter esta conduta. Recomendam-se adoçantes naturais à base de estévia ou sucralose.

Nesta fase todos os alimentos são liquidificados e peneirados. Para suco de frutas e sopas utiliza-se coador de pano ou papel para garantir que o líquido esteja homogêneo ao beber, facilitando a deglutição. Também não se utiliza talheres, o líquido é bebido em copos medidores de 50 ou 100ml.

A dieta é composta por 8 refeições que devem ser distribuídas a cada 2 horas. Não pular nenhuma refeição é importante. Caso o paciente não sinta fome, deve consumir um pouco menos da porção, mas jamais pular, pois este ato começará a prejudicar sua perda de peso, uma vez que o fracionamento correto representa em um dos pilares básicos da reeducação alimentar e deve ser seguido para vida toda.

Nos intervalos de cada refeição programada recomenda-se tomar vagarosamente 150ml de água ou outro liquido hidratante (água de coco, chás), em pequenos goles. Não é permitido bebida com gás, café, leite de vaca (mesmo desnatado), chás a base de cafeína (chá mate, chá preto, chá verde), chimarrão, sucos artificiais e de caixinha (mesmo light).

Atualmente, para alternar com água e chás na hidratação, é comum a utilização de fórmulas com colágeno hidrolisado composto com vitaminas e minerais, com sabor de frutas, que lembram sabor de suco. O produto é comercializado em pó e deve ser diluído em água. É agradável, refrescante, proporciona saúde, aumenta o teor de proteínas da dieta e ajuda da aceitação de líquidos, regra que é fundamental, entretanto difícil de ser seguida devido a sensação de saciedade precoce.

3. DIETA PASTOSA
A função desta dieta é iniciar mastigação, adaptação e transição de líquidos para sólidos. É uma dieta também hipocalórica, composta por líquidos e alimentos macios. Utiliza-se pires e colher de chá para a alimentação. O paciente é orientado a se servir com ½ colher de chá e então colocar na boca esta quantidade. É preciso estar atento ao ato de mastigar a todo momento. Comer devagar, dar um intervalo entre uma porção e outra, evitar conversar enquanto come, comer sem pressa e prezar um ambiente tranquilo para a realização das refeições são atitudes que devem fazer parte da vida do operado.

Prestar muita atenção no que ingere ajuda o cérebro a “registrar” a consistência pastosa, atitude importante para conseguir passar para a próxima fase da dieta com sucesso e segurança.

Diferente do que a maioria das pessoas imagina, os vômitos tendem a ocorrer com o passar do tempo, após o 2º e 3º mês pós-operatório, pois o paciente passa a ficar mais distraído para comer. Quanto mais estabilizado o paciente, mais distraído ele pode estar, correndo o risco de esquecer-se de mastigar corretamente.

A dieta pastosa consiste em 7 a 8 refeições por dia, com intervalo de 2 horas, a base de preparações cremosas como purê de batata inglesa, batata-salsa ou abóbora, quirera, polenta, carne e frango desfiado, legumes cozidos, sopa de legumes com carne ou frango sem liquidificar, biscoito salgado, sucos de frutas natural, frutas macias ou cozidas. Café e leite desnatado já podem ser introduzidos. Já é possível cozinhar com azeite de oliva ou óleo de canola em pequenas quantidades, diferente da dieta líquida onde os caldos não levam gordura no preparo.

A hidratação nos intervalos das refeições permanece no mesmo modelo da dieta líquida, entretanto o volume já pode ser aumentado para 200ml.

4. DIETA BRANDA
 A dieta branda representa a transição da dieta pastosa para livre, etapa onde a maior parte dos alimentos comuns do dia-a-dia já é introduzida na dieta do paciente, porém de forma abrandada para auxiliar sua mastigação. Os alimentos sugeridos nesta fase são facilmente digeridos, levemente temperados, possuem consistência macia pela sua cocção, com o mínimo de fibras e quantidade moderada de resíduos.

É interessante que a dieta além de simples seja preparada em casa, para que não haja excesso de sal, temperos, condimentos industrializados e gordura.

Nesta fase o paciente recebe uma dieta personalizada e adaptada para sua rotina de vida, visando a mais perfeita execução do plano. É nesta fase que o Nutricionista inicia de forma concreta a estruturação da nova vida alimentar do paciente, discutindo com ele a elaboração do plano, bem como a importância de cada grupo alimentar, o fracionamento, opções práticas de lanches e especialmente a atenção ao consumo de proteínas animais, com o objetivo de suprir as necessidades de Ferro, zinco, vitamina B12 e Cálcio na dieta.

Entre os alimentos permitidos na dieta branda estão: café, leite desnatado, pão, torradas, queijos magros, presunto, ovos cozidos, frutas macias (sem casca e bagaço), feijão, arroz, batatas, macarrão, iogurtes, farinha de linhaça em pequenas quantidades. Carne, frango, peixes cozidos, assados ou grelhados, jamais fritos ou empanados.

A partir da dieta branda as refeições passam a exigir cada vez mais a atenção para mastigação. É extremamente importante mastigar os alimentos até que estes se encontrem completamente triturados, quando então podem ser engolidos.

As porções se mantém reduzidas, com volumes semelhantes a dieta pastosa, e os líquidos já podem ser aumentados para 250ml nos intervalos de refeições, que permanecem a cada 2 horas, exceto se a rotina de trabalho e atividades do paciente não permitir, calculamos refeição a cada 2 horas e meia. O tempo entre uma refeição e outra jamais pode ultrapassar 3 horas. Ao final do dia o paciente deve ter realizado 6 a 7 refeições.

O fracionamento correto contribui para a perda de peso eficiente, evita perda de massa muscular, previne desnutrição, anemia, preserva o sistema imunológico, mantém as funções cognitivas integras (memória, concentração, atenção), promove bem estar físico e mental. Pular refeições na tentativa de emagrecer é um dos mais graves erros no processo de emagrecimento!

5. DIETA LIVRE
Em geral, inicia-se 2 meses após a cirurgia. Nesta dieta já podem ser introduzidos a maior parte dos alimentos, com a consistência mais próxima do normal, porém continua ocorrendo a adaptação individual e gradativa de cada paciente, sendo importante preservar a qualidade nutricional e fracionamento estruturado já nos planos anteriores, mantendo a atenção para consumo de proteínas.

Todas as frutas são permitidas (com cascas e bagaços), frutas secas, vegetais crus e cozidos, folhosos verde-escuros, carnes de todas as espécies, alimentos fontes de fibras (aveia, granola, barra de cereais), sementes oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, avelãs, pistache), entre outros alimentos que exigem mastigação exaustiva.

É bom lembrar que a saciedade será maior com alimentos sólidos e, como o que pretendemos é diminuir a ingestão para perder peso, as refeições devem basear-se em alimentos "mastigáveis". Hidratar-se com bebidas que contenham calorias e açúcar irão inibir a perda de peso. Sendo assim, a sede deve ser suprida com água.

A dieta livre não representa liberdade para retornar aos velhos hábitos nem mesmo abandonar todos os ensinamentos passados até aqui, apenas abre alternativas para o paciente consumir alimentos na sua característica original sem precisar de abrandamento ou transformação em pastoso. Também oferece oportunidade de comer em restaurantes e participar de eventos sociais que envolvam comida. Os princípios básicos de ingerir alimentos de baixo teor calórico, pobres em açúcares e gorduras, restringir álcool precisam ser estabelecidos como um novo comportamento do operado.

 A partir desta fase é possível planejar junto com o Nutricionista o momento para comer uma preparação fora do planejamento sem que haja prejuízos na perda de peso. Entretanto, quanto mais tempo o paciente se manter restrito e fiel a dieta, mais perto ele estará da sua meta de peso. Durante o primeiro ano o paciente vai aprendendo a interpretar os sinais de seu estômago e a conhecer aqueles alimentos mais toleráveis.

 SEGUIMENTO PÓS-OPERATÓRIO

O acompanhamento nutricional durante o primeiro ano após a cirurgia visa a trabalhar a sustentação dos novos hábitos alimentares, comportamentos magros e reforço constante da necessidade do seguimento das regras para que o objetivo seja alcançado. O abandono do acompanhamento nutricional abre possibilidades para o paciente retonar aos velhos hábitos e assim estacionar a perda de peso ou recuperar alguns quilos.

Entre as funções do Nutricionista está: a elaboração do plano alimentar de acordo com a rotina de atividades diárias (trabalho, estudos, exercício físico) do paciente, preferências alimentares, necessidade calórica e de nutrientes, análise de exames laboratoriais, prescrição de suplementos nutricionais (vitaminas, minerais, proteínas), acompanhamento da perda de peso, bem como reforçar incansavelmente a importância das escolhas saudáveis, pois são as atitudes nutricionais inteligentes que ajudarão na sustentação do novo pelo resto da vida.

A cirurgia é uma etapa, não a essência do tratamento, onde o rigoroso acompanhamento da Equipe é indispensável para o sucesso!

Nutricionista Fárida Nichele Cortez - CRN8-4289

Graduada pela UFSC
Especialista em Terapia Nutricional com Treinamento em Serviço UFPR
Especialista Lato Sensu em Nutrição Clínica Funcional UNICSUL
Especialista Lato Sensu em Fitoterapia aplicada à Nutrição Funcional UNICSUL
Email: faridacortez@gmail.com